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✏️ Por Victor Arantes, Pre-Sales & Business Developer na IDW
Nos últimos anos, o ransomware evoluiu de uma "dor de cabeça" informática para uma das ameaças mais devastadoras à continuidade das organizações. Se no passado os ataques visavam apenas paralisar os sistemas de produção, o paradigma mudou: hoje, os atacantes sabem que a verdadeira alavanca negocial de uma empresa é a sua capacidade de recuperação.
Como resultado, os repositórios de backup tornaram-se o alvo prioritário. Em março de 2026, os dados são alarmantes: em 93% dos ataques de ransomware, os criminosos tentam destruir ou encriptar os backups antes de avançarem para a produção (Fonte: Veeam Ransomware Trends 2026). O backup tradicional, como o conhecíamos, já não é suficiente.
Um erro crítico que encontro frequentemente nas estratégias de Continuidade de Negócio em Portugal é a confusão entre Alta Disponibilidade (HA) e Proteção de Dados.
Para maximizar o uptime, muitas empresas investem na replicação síncrona entre Data Centers, assumindo que isso as imuniza. A realidade? A replicação reflete de forma exata o estado da origem no destino. Se um ficheiro for encriptado pelo ransomware no servidor principal, essa encriptação será replicada instantaneamente para o espelho. Num cenário de ataque, a replicação garante apenas a propagação mais rápida do desastre.
Para combater a letalidade dos ataques modernos, é imperativo adotar modelos de segurança suportados pelo princípio Zero Trust. Esta resiliência organizacional assenta em dois pilares que implementamos na IDW:
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O mercado português é particularmente vulnerável devido à interdependência das cadeias de abastecimento. Em 2026, o custo médio do downtime para uma empresa média em Portugal estima-se em 5.500€ por hora (Fonte: Relatório Nacional de Cibersegurança 2026). Sem um Cybervault, o tempo médio de recuperação (MTTR) após um ataque total pode ultrapassar os 21 dias, um período que a maioria dos negócios nacionais não sobrevive financeiramente para contar.
Além disso, com a plena aplicação da Diretiva NIS2, a ausência de cópias imutáveis e de um plano de recuperação testado pode ser classificada como "negligência em proteção de ativos", sujeitando as empresas a coimas pesadas.
Resolver o desafio do ransomware exige uma abordagem sistémica. Na IDW, unimos o pilar de Data Center Technologies — com armazenamento imutável e isolado — ao pilar de Information Security & Networks.
Esta arquitetura, reforçada por Endpoint Protection e Cyber Threat Intelligence, permite-nos desenhar uma infraestrutura que não só resiste, mas que garante o regresso à operação com dados limpos e inalteráveis. Em 2026, a questão não é se vai ser atacado, mas sim se o seu backup será o seu salvador ou o seu maior ponto de falha.