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✏️ Por Daniela Santos, Chief Human Resources Officer da IDW
O Dia Internacional da Mulher continua a ser um momento importante para refletirmos sobre o caminho percorrido e, sobretudo, sobre o que ainda falta fazer para alcançar uma verdadeira igualdade de oportunidades no mundo profissional.
Nas últimas décadas, assistimos a progressos significativos. No entanto, o relatório Grant Thornton "Women in Business 2026" revela um cenário de contrastes: embora a paridade global em cargos de gestão média tenha atingido os 33%, a representação feminina em cargos de C-Suite em Portugal situa-se ainda abaixo dos 30% (Fonte: Grant Thornton 2026), apesar de as mulheres representarem 58% dos diplomados do ensino superior e a maioria dos detentores de mestrado no país (Fonte: PORDATA/INE) a sua presença em cargos de decisão estratégica não reflete ainda este potencial académico. Esta realidade levanta uma questão essencial: não se trata apenas de igualdade — trata-se de valor e resiliência organizacional.
Diversos estudos demonstram que organizações com maior diversidade de género nos seus órgãos de decisão tendem a apresentar:
A presença feminina amplia o espectro de análise, introduzindo dimensões que enriquecem a tomada de decisão estratégica e a adaptação a mercados complexos.
A investigação em liderança identifica competências críticas que, estatisticamente, são pilares na liderança feminina e que se tornaram vitais no panorama empresarial de 2026:
Num contexto onde a tecnologia evolui rapidamente, as competências puramente humanas — como a escuta ativa e a gestão de relações — tornam-se o verdadeiro diferencial.
Promover a presença de mulheres em cargos de liderança não deve ser visto apenas como o cumprimento de metas de diversidade (ESG). O Índice de Igualdade de Género 2025 do EIGE mostra que, embora Portugal esteja a aproximar-se da média da UE, o "gap" salarial na liderança ainda persiste em 12% (Fonte: EIGE Portugal).
Empresas com lideranças femininas fortes tendem a atrair melhor investimento e confiança dos consumidores, pois a diversidade é hoje um fator de equilíbrio estratégico comprovado.
Cabe às empresas criar condições para que o talento feminino se desenvolva plenamente. Na IDW, acreditamos que isto implica:
Neste Dia Internacional da Mulher, mais do que celebrar conquistas, importa continuar a construir organizações onde o talento possa alcançar todo o seu potencial. O futuro não será definido por quem lidera sozinho, mas por quem souber integrar diferentes talentos. E nesse futuro, a liderança feminina é transformadora.
Feliz Dia da Mulher. Hoje e todos os dias.